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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

E de tudo isso eu aprendi que se entregar de corpo e alma à uma pessoa não é o suficiente pra faze-la feliz.
"Nunca notou que mulheres como eu não são fáceis de se ter; são como flores difíceis de cultivar. Flores que você precisa sempre cuidar, mas que homens que gostam de praticidade não conseguem. Homens que gostam das coisas simples. Eu não sou simples, nunca fui. Mas sempre quis ser sua. Você, meu homem, é que não soube cuidar. E nessa de cuidar, vou cuidar de mim. De mim, do meu coração e dessa minha mania de amar demais, de querer demais, de esperar demais. Dessa minha mania tão boba de amar errado. Seja feliz."
A impressão que tenho é que nunca vai passar. Que a cicatriz não fecha. Que só de esbarrar, sangra.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

'O ruim é ficar sozinho, não ter com quem conversar, O quarto parece tão vazio! Vamos ver no que dá. Pode ser que com isso eu me aproxime + dos outros ou, ao contrário, me afaste + ainda.'
Desci as escadas em passos lentos, não me preocupando em chegar a lugar algum. Eu não tinha pressa. A vida havia perdido o sentido. Me sentia cansada, a cabeça doía… parecia ressaca, mas não era. Meus pés me guiavam pela sala, solitária e vazia. Ninguém em casa.
Ninguém em lugar nenhum. 

(...) dentro daquela saudade que não ia embora por mais que o tempo passasse e dentro dele, mesmo sem lembrar, apenas agindo, todos os dias eu acordava e tomava banho, escovava os dentes e fazia todas essas coisas rotineiras, igual a alguém que aos trancos, mecanicamente, continua a viver mesmo depois de ter perdido uma perna ou um braço que, embora ausentes, ainda doem - sem poder evitar, inesperadamente, sem querer evitar, outra vez lembrei dele...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Cuidado com os olhares de quem não sabe lhe amar, eles costumam lhe fazer esquecer que você vale a pena ...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

e as noites estão cada vez mais frias, e os dias estão cada vez mais duros, e eu tento, tento tanto disfarçar essa dor no me peito e esse nó na garganta, mais chegou o ponto em que eu já não sou mais forte o suficiente, já estou consumida pelo desejo quase incontrolável de desaparecer, pra sempre. 

segunda-feira, 16 de agosto de 2010


Sentir sede, faz parte. E atormenta. [...] E se este algo que falta não vier, para seu próprio bem, guarde este recado: alguma coisa sempre faz falta. Guarde sem dor. Embora doa. E em segredo."

domingo, 15 de agosto de 2010

Minha lâmpada de cabeceira está estragada. Não sei o que é, não entendo dessas coisas. 

Ela acende e, sem a gente esperar, apaga. Depois acende de novo, para em seguida tornar a apagar. Me sinto igual a ela: também só acendo de vez em quando, sem ninguém esperar, sem motivo aparente. Para a lâmpada pode-se chamar um eletricista. Ele dará um jeito, mexerá nos fios e em breve ela voltará a ser normal, previsível. Mas e eu? Quem desvendará meu interior para consertar meus defeitos? 

" No começo fiquei com raiva , achei que ele não pensou em mais ninguém quando desapareceu . Só nele mesmo . Mas a gente nunca pode julgar o que acontece dentro dos outros . Ele queria outra coisa . " 




        é infelizmenteee ...

Às vezes me lembro dele. Sem rancor, sem saudade, sem tristeza. Sem nenhum sentimento especial a não ser a certeza de que, afinal, o tempo passou. Nunca mais o vi depois que foi embora. Nunca nos escrevemos. Não havia mesmo o que dizer, ou havia? Ah, como não sei responder as minhas próprias perguntas! É possível que, no fundo, sempre restem algumas coisas para serem ditas. É possível também que o afastamento total só aconteça quando não mais restam essas coisas e a gente continua a buscar, a investigar — e principalmente a fingir. Fingir que encontra. Acho que, se tornasse a vê-lo, custaria a reconhecê-lo...

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

"Mas não estava triste. Era como se de repente tivesse percebido que vivia, e que aquilo nada mais era do que um capítulo, uma etapa".
E se é verdade que o tempo não volta, também deveria ser verdade que os amigos não se perdem.








"Saudades De Ter alguém em quem possa confiar..."

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Eu vou embora sozinha. Eu tenho um sonho, eu tenho um destino, e se bater o carro e arrebentar a cara toda saindo daqui. Continua tudo certo. Fora da roda, montada na minha loucura. Dá minha jaqueta, boy, que faz um puta frio lá fora e quando chega essa hora da noite eu me desencanto. Viro outra vez aquilo que sou todo dia, fechada sozinha perdida no meu quarto, longe da roda e de tudo: uma criança assustada...

sábado, 7 de agosto de 2010

Tento subir. Mas caio, arranho os pulsos, sai sangue. Dói muito. Sempre tento subir, sempre caio outra vez. Mas sei que um dia eu consigo..

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

"E repito: andei pensando coisas sobre amor, essa palavra sagrada. O que mais me deteve, do que pensei, era assim: a perda do amor é igual à perda da morte. Só que dói mais. Quando morre alguém que você ama, você se dói inteiro- mas a morte é inevitável, portanto normal. Quando você perde alguém que você ama, e esse amor - essa pessoa - continua viva, há então uma morte anormal. O NUNCA MAIS de não ter quem se ama torna-se tão irremediável quanto não ter NUNCA MAIS quem morreu. E dói mais fundo- porque se poderia ter, já que está vivo. Mas não se tem, nem se terá."
"Sim, afligia muito querer e não ter. Ou não querer e ter. Ou não querer e não ter. Ou querer e ter. Ou qualquer outra dessas combinações entre os quereres e os teres de cada um, afligia tanto."

terça-feira, 3 de agosto de 2010

"As pessoas suportam tudo, as pessoas às vezes procuram exatamente o que será capaz de doer ainda mais fundo, o verso justo, a música perfeita, o filme exato, punhaladas revirando um talho quase fechado, cada palavra, cada acorde, cada cena, até a dor esgotar-se autofágica, consumida em si mesma, transformada em outra coisa que não saberia dizer qual era."

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Não que eu queira te esquecer, eu preciso. E luto contra isso, com todas as minhas forças semi-esgotadas. Preciso desesperadamente esquecer-te, como preciso neste instante de seu abraço e regresso; ou necessito de atenção; de todos os impulsos que Pan teme; que Eros lança à terra. O ar arde-me em labaredas vermelhas. Fogo e dor se misturam em um ciclo interminável. Sísifo em seu ardo labor. IN-VA-RI-A-VEL-MEN-TE…VOCÊ.